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Sete mortos em 14 horas nas estradas portuguesas

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Sete pessoas morreram nas estradas nacionais – cinco no Continente e duas na Madeira –, entre as 19h30 de quinta-feira e as 09h30 desta sexta-feria. O acidente mais grave ocorreu em Rio Maior, onde o despiste seguido da colisão contra um depósito de água fez três mortos. No Algarve morreu um homem de 39 anos, na Madeira morreu um casal, de 60 e 70 anos, e, no Porto, uma mulher morreu atropelada por um autocarro (ver textos em baixo).

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Os três homens que morreram no despiste ocorrido em Casais Monizes, freguesia de Alcobertas, Rio Maior, ao final da noite de quinta-feira, eram da mesma família. O despiste provocou a morte a Carlos Bento Pereira, de 52 anos, proprietário das Construções Falinhas, com sede em Alcobertas, ao seu futuro genro, Rafael Moleiro, de 30 anos, que morava em Rio Maior, e a um cunhado, Rui Paulino, de 44 anos, que residia no Bombarral. O acidente que fez três mortos ocorreu pouco antes das 23h30, na EM 515, que liga os Casais Monizes à vila de Alcobertas, quando o carro se despistou e embateu com grande violência contra um depósito de água da rede de abastecimento público do concelho.

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Os ocupantes ficaram encarcerados dentro do veículo ligeiro, e os óbitos das três vítimas acabaram por ser declarados no local pela equipa do INEM da VMER do Hospital de Santarém.

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As causas do acidente estão a ser apuradas pela GNR, que esteve no local a recolher provas antes da remoção da viatura.

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As operações de socorro envolveram a VMER de Santarém, os Bombeiros Voluntários de Rio Maior e a GNR, num total de 18 elementos, apoiados por oito viaturas. O despiste levou também ao cancelamento das tradicionais festas em honra de Santo Amaro, em Sourões, Alcobertas, que estavam marcadas para este fim de semana.

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No Algarve, um homem de 39 anos morreu durante a madrugada de ontem quando a viatura ligeira comercial em que circulava se despistou, na zona de Alagoinha, em Vila Nova de Cacela, Vila Real de Santo António. Depois de ter perdido o controlo, o veículo foi embater violentamente numa árvore.

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O alerta foi dado às autoridades pelas 06h59, tendo o óbito do condutor sido confirmado já no Hospital de Faro. A vítima foi assistida pelos Bombeiros Voluntários de Vila Real de Santo António e INEM. No local esteve ainda a GNR. Ao todo, estiveram no local 10 operacionais e quatro viaturas. PORMENORES Perícias atrasam funerais Uma das duas amigas que morreram carbonizadas no despiste do carro em que seguiam, no IC10, em Santarém, no dia 21 de dezembro, foi a enterrar ontem. O funeral da segunda vítima realiza-se hoje. O atraso das cerimónias fúnebres ficou a dever-se com a dificuldade na identificação dos corpos. 513 mortos em 2018 Em 2018, morreram nas estradas portuguesas 513 pessoas. Outras 2198 sofreram ferimentos graves e 41787 ferimentos ligeiros, segundo os dados da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária. Estes dados contemplam apenas vítimas que morreram no local do acidente ou então a caminho da unidade hospitalar. Tendência inverte Desde 2008 que a sinistralidade nas estradas portuguesas estava em descida, mas essa tendência foi invertida em 2017 e agravou-se durante o ano passado. Este ano, na primeira semana de janeiro, morreram quatro pessoas em acidentes graves de viação. Setúbal lidera tabela Segundo a ANSR, os distritos com maior número de mortos em 2018 foram Setúbal (65), Porto (56), Lisboa (49), Faro e Leiria (40 em cada um). No lado oposto da tabela estão Viana do Castelo (nove), Bragança e Portalegre (10 em cada um). PSP reformado e a mulher morrem atropelados após escaparem a colisão Um agente da PSP na reforma e a mulher, de 75 e 60 anos, respetivamente, morreram na quinta-feira à noite na Via Rápida da Madeira, na zona do Caniço. O casal viu- -se envolvido numa colisão com outra viatura, mas da qual não resultaram danos de maior. No entanto, quando estavam no exterior das viaturas, um terceiro veículo entrou em despiste e acabou por colher quatro pessoas. O casal acabou por perder a vida já no Hospital do Funchal e outras duas mulheres, de 25 e 64 anos, continuavam ontem internadas em estado considerado grave. Idosa de muletas colhida de forma brutal por pesado Edite Carvalho, de 75 anos, morreu ontem de manhã depois de ter sido colhida por um autocarro enquanto atravessava a avenida D. João II, em Vila Nova de Gaia. A mulher andava de muletas e seguia com o marido para a fisioterapia.

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